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                                                                                       Scanner – Ferramenta de Diagnóstico Eletrônico

 

                                                                                        

 

 

 

“Quero comprar o Aparelho de Injeção pra minha Oficina".

 

Esta é uma das frases que mais se escuta nas oficinas hoje em dia. Vem das Oficinas que desejam se equipar para trabalhar com motos injetadas.

Como existe pouca informação correta sobre os Scanners resolvemos abordar este assunto para contribuir com proprietários de Oficinas e Consumidores, uma vez que soubemos que alguns Consumidores ligam e perguntam se a Oficina tem Scanner ou “Aparelho” antes de trazer sua moto.

 

Porque comprar?

Existe Oficina querendo comprar também para mostrar aos clientes que estão equipadas. Até aí tudo certo, está usando uma estratégia de marketing paralelamente, investindo na imagem da empresa. Mas aquelas Oficinas que querem comprar “Solução” e acham que o “Aparelho” faz tudo por eles:

“– Pra que estudar sô, o Apareio faz tudo sozinho”.

Estão tremendamente enganados e provavelmente engrossarão a fila das Oficinas mal faladas que não sabem nem usar a ferramenta.

Antes de qualquer coisa, sem conhecimento técnico, treinamento eficiente de Injeção Eletrônica não se tira proveito total da ferramenta, fica só usando funções básicas ou não sabem o que fazer diante dos defeitos. Não conseguem nem interpretar o que está no manual do equipamento.

Se me derem um Boeing lá em cima e disserem “- É o melhor avião do mundo, faz tudo sozinho”.Mas eu não sei ler nada no painel e nem conheço os Comandos e reações do avião, como vou pilotá-lo? Vou acabar de nariz no chão!

Sem conhecimento Técnico de Injeção os mecânicos podem ficar na mesma situação da analogia do avião. Isto é, trocando peças desnecessárias que correm o risco de serem devolvidas pelo cliente, não diagnosticando as Falhas com precisão e tendo que desistir da moto e ficando sem receber devidamente a mão de obra.

Um Scanner é um acessório poderoso para o mecânico competente, qualificado e experiente.

Fundamental ele só é em alguns modelos de motos importadas com funções especiais no sistema de injeção. Coisa muito rara por enquanto. Primeiro vem o conhecimento, depois as ferramentas!

 

O que é um Scanner:

O Scanner, como o próprio nome diz é um Rastreador de Injeção Eletrônica. É um equipamento eletrônico que pode ser do tipo Portátil Manual ou com Interface + Software e uso do computador. Conecta-se a Injeção Eletrônica da moto através da Tomada de Diagnose, usando uma linguagem de Comunicação conhecida como Protocolo, no padrão OBD (On Board Diagnose) para facilitar este acesso. O Scanner então pode obter informações da ECU para que o mecânico possa diagnosticar as possíveis falhas do Sistema e executar algumas tarefas extras em alguns casos.

 

As Funções são divididas em 2 Grupos mais comuns:

Funções Básicas

- Leitura de Códigos de Falhas

- Apagar (Reset) de Códigos de Falhas

- Impressão de relatórios

 

As Funções especiais são:

- Leitura/Gravação de Dados em tempo real funcionando

- Teste de Atuadores (Bomba, Bobina, Bico, Relê, Válvulas, Solenóides, Controlador de Marcha Lenta, etc).

- Ajuste de CO – Emissões de Poluentes em baixa rotação

- Reset de TPS

- Apagar Luz de Serviço

- Leitura de Códigos de Falhas ABS

- Falhas de Painel, Sistema elétrico, Imobilizador.

- Etc.

 

As funções especiais são normalmente encontradas somente nos Scanners Monomarca ou Oficiais de Fábrica e em menor quantidade nos Multimarcas. Se esta Oficina tem muito serviço de um determinado modelo deve optar por um Monomarca além de ter um Multimarcas.

Para que um Scanner tenha todas estas funções são necessárias algumas coisas. Se o fabricante souber os Protocolos de Comunicação para estas funções especiais é um grande passo, mas a ECU da moto tem que ter sido programada para isso na Montadora/Fabricante (ECU). Se não for definida na programação e ter pelo menos 3 fios na Tomada de Diagnose nem a leitura de dados em tempo real (Primeira função especial), podem ser visualizados. Como exemplo, qualquer Suzuki injetada abaixo de 2003 não tem comunicação com Scanner nenhum, nem o Oficial de Fábrica. Elas só informam Códigos de Falhas no painel digital.

 

 

As dificuldades de qualquer Scanner

 

Antes de adquirir um Scanner você deve saber das dificuldades que todos tem para não ficar iludido. Você não pode achar que só porque comprou um Scanner Multimarcas ele irá fazer todas os modelos desta marca ou pior ainda quando você simplesmente espera que ele faça todas as marcas e modelos do mundo.

Mesmo para a Comunicação de Funções básicas, sempre que um modelo novo de moto é lançado, os fabricantes dos Scanners correm atrás do Protocolo de Comunicação para disponibilizar mais este modelo e talvez montar o Cabo com a Tomada específica. Se for o mesmo padrão de outros modelos da marca, já fica muito mais fácil, aliás, está tudo pronto e já funcionará normalmente.

Mas quando o Sistema de Injeção, ECU e Protocolo entre dois ou mais modelos de motos serem totalmente diferentes dentro de uma mesma marca deixa claro que leva um certo tempo para que a atualização possa ser feita nos Scanners e em alguns casos, pode nunca ser possível.  Já os Monomarcas de Fábrica recebem atualização antes de um novo modelo ser lançado e podem ter custo para o Concessionário. Se for um Scanner Monomarca de fabricantes independentes as dificuldades são quase as mesmas, mas eles já podem ter os Protocolos.

Depende muito das Montadoras de motos permitirem a comunicação lá programação da ECU e não de competência dos fabricantes de Scanners. 

Na nossa opinião é possível que não exista “o Scanner” (1 Modelo ou Marca) que comunique com todas as motos do mundo!

Pode ser necessário ter mais de um Scanner devido à variedade de Sistemas existente e futuros.

A Oficina que quiser estar bem equipada terá que possuir vários ou pelo menos 2 modelos de Scanner.

Existem fabricantes de Scanners que afirmam fazer “todas” ou centenas de modelos de motos. Pode ter certeza que uma hora aparecerá um modelo de moto que não vai comunicar nem para Funções Básicas.  E ainda custam cerca de R$ 15.000,00 a R$ 20.000,00. Analisando o Custo-benefício destes Scanners seria inviável pagar muito mais por alguns modelos listados que possivelmente aparecerão 1 ou 2 vezes por ano. Ou nunca aparecerão na sua Oficina....

 

E sem o Scanner, como fazer diagnose?

A comunicação básica está presente na maioria das motos (95%) independente de comunicarem com Scanner ou não. A ECU quando percebe a falha num determinado Sensor ou Atuador pisca a luz de Injeção num procedimento que pode ser “lido” pelo mecânico. Basta ter a tabela de Códigos e saber o que são os Sensores e Atuadores e como testá-los para fazer o diagnóstico.

 São feitas através de Códigos de Falhas nos Painéis Digitais ou piscadas de Luz de Injeção. Este tipo de sistema, sem comunicação com Scanner foi adotado pela Honda pra todos seus modelos de baixa e média cilindrada, fazendo somente Códigos de Piscadas da Luz de Injeção. Apesar de aparecer no esquema elétrico os fios de Comunicação.

Em algumas motos Yamaha, modelos a partir da XT 660, o Painel Digital Microprocessado é um verdadeiro Scanner, fazendo leitura de Códigos, mostrando valores para comparação, Testando Atuadores, ajustando CO, etc. Pode-se dispensar um Scanner pra estas motos sem nenhum problema, basta ter os procedimentos e tabelas para trabalhar. Comprar um Scanner só porque faz também estas Yamaha´s é um desperdício de dinheiro.

Breno Assumpção

Diretor Técnico

Dicas Técnicas