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                                                                               MANUTENÇÃO DE MOTOS INJETADAS

 

 

                                                                                        

 

 

 

Agora o Bicho começa a pegar!

 

Quando o assunto é manutenção de motos injetadas, já começa a afetar a vida dos proprietários, donos de Oficinas e mecânicos.

A manutenção é um procedimento praticado em motos carburadas normalmente, mas para motos injetadas algumas coisas mudam. Primeiro a boa notícia para os proprietários, os intervalos de manutenção são mais longos, a regulagem se mantém indefinidamente desde que o sistema esteja todo em ordem. Não existe regulagem, não existe ajuste de combustível e ponto de ignição como nas carburadas.

Mas quando os problemas começam a aparecer aí tudo muda.....

Com muitos sensores, atuadores e fios que compõem o Sistema de Injeção, eles também se traduzem em mais fontes de defeitos. O uso de ferramentas especiais encarece o serviço de diagnóstico tanto para o proprietário quanto para o dono de Oficina que tem que investir alto em equipamentos.

Mas a coisa mais importante é o conhecimento técnico dos mecânicos. Por melhor que ele seja, com experiência de anos, ainda assim terá que se especializar profissionalmente para entender o Sistema e operar os equipamentos especiais. Quando o mecânico não tem conhecimento especializado não consegue diagnosticar alguns problemas ou troca muitas peças caras sem necessidade, na base da tentativa e erro.

Como ainda existem poucas motos injetadas Off- Road, a maioria hoje é de motos esportivas, os mecânicos e donos de oficinas estão descansados, nem aí, deixando pra mais tarde.

Só que o ideal seria que já estivessem se preparando, pois quando estas motos começarem a aparecer, já estarão atrasados e aí começaram a correr atrás do prejuízo com serviço dentro da oficina. Quem corre atrás perde e quem corre na frente, ganha! Leva-se um bom tempo pra aprender na prática, mesmo depois de um treinamento completo.

 

Manutenção Padrão Injetadas

A Manutenção Padrão, ou seja, uma moto que faz uma revisão preventiva sem ter defeito aparente, segue um procedimento de verificações, ajustes, limpezas e trocas normais, como nas motos carburadas.

O que é específico de Injeção:

- Consulte a Memória de Defeitos.

- Havendo Código gravado faça o teste específico.

- Confira voltagem da Bateria – Antes, durante a após a Partida.

- Verifique e limpe os pontos de Aterramento do Chicote.

- Meça a Resistência da Bobina e Cabos.

- Verifique Pressão de Bomba - todos os testes.

- Descarbonize os TBI’s, IAC, Cânister e VAS.

- Limpe contatos dos Conectores dos Sensores, Atuadores e ECU.

- Verifique Sinal de Referência de Sensores Básicos - TPS, CTS, IAT, MAP, etc.

- Limpe o CTS com Bombril.

- Meça o Tempo de Injeção / Tempo de Ignição.

- Limpe e Analise na Máquina, os Bicos Injetores.

- Ajuste posição do TPS.

- Ajuste o CO (Monóxido de Carbono) – Quando permitido no TBI ou no ECU.

- Limpe a Memória de Falhas.

- Limpe a Memória Auto-Adaptativa

- Reajuste a Pressão Atmosférica

- Gravar primeira média de memória.

Pra quem não conhece de Injeção Eletrônica acha que muita coisa descrita acima deve ser em Chinês.......

Não... É conhecimento técnico que todo mecânico deverá ter.

 

Fazendo o diagnóstico de defeitos

 Nem tudo é terror na Injeção, muito pelo contrário. Com o conhecimento adequado, equipamentos corretos o mecânico vai se achar no Céu. A vida dele se torna mais fácil em 99% dos casos de diagnóstico, é que existem os 1% de "pepinos carossudos", que tiram o sono até de técnicos mais preparados e experientes. Quando o computador da sua casa dá aquela “pirada na batatinha” do nada, te deixa doido, a mesma coisa também pode acontecer no PCzinho ECU.

Muitos mecânicos também vão “travar” diante de uma moto com injeção falhando! Eles esquecem que podem olhar o básico do motor, tipo velas, cabos, filtros, mangueiras furadas, etc que são na maioria das vezes, as falhas mais comuns. 

Mas o lado bom é que existe Auto-Diagnóstico, Modo de Emergência, etc em alguns sistemas de Injeção.

A Auto-Diagnose é a capacidade que o ECU tem de gravar seus defeitos eletrônicos numa Memória de Falhas que podem ser consultadas pelo Mecânico para agilizar o diagnóstico Após o defeito ter sido sanado, deve-se limpar a Memória e provocar o código novamente para conferência. . Essa Memória apaga-se normalmente desligando a Bateria, descarregando Capacitores ou com um Scanner (Rastreador) para diagnóstico eletrônico.

Para consultar esta Memória de Falhas pode ser feito de 3 maneiras:

- Os Códigos (Numéricos ou piscadas) aparecem imediatamente com ocorrência de defeitos

- Ou acessando o Modo Diagnóstico do ECU

- Ou usando um Scanner (Rastreador eletrônico)

 

Como é acessado o Diagnóstico depende do ECU adotado na moto. Várias Motos dão condições de checar seus Códigos gravados na Memória de Falhas sem o uso de Scanner. O que possibilita isso é o Painel Digital que permite visualização destes Códigos com clareza de um Equipamento. Chegam até fazer testes de Atuadores (bicos, Bobinas, Válvulas, Motor de Passo, etc). Uma Tabela com os Códigos é fornecida para a consulta.

Outras Motos podem fazer um Código de Piscadas através da Luz de Anomalias de Injeção com procedimentos semelhantes. Uma Tabela que é fornecida, mostra a relação entre os Códigos e Numero de Piscadas da Luz de Injeção.

Só que todo Código gravado deve ser conferido com a Sequencia de Testes, pois o ECU pode se enganar com relação a defeitos por causa do esquema elétrico da Injeção. Se existir um defeito indicado em algum Sensor ou Atuador, necessita da confirmação com testes eletrônicos específicos.

 

Equipamentos necessários

O básico, básico mesmo é:

2) - Um Multímetro Automotivo

3) - Um Manômetro e Conexões.

4) - Caneta de Polaridade

1) - E Conhecimento Técnico, treinamento, atualização... Fundamental.

 

Com isso o mecânico consegue diagnosticar, testar e conferir 90% do Sistema.

Quem acha que vai comprar um Scanner e pronto, “tá tudo resolvido, o aparelho vai fazer tudo por mim”, está totalmente enganado! Você ainda vai ouvir muito a frase “Já passou aparelho varias vezes e não tem defeito, não mostra nada”. Além de o diagnóstico eletrônico poder gravar um Código errado por causa do Esquema Elétrico como comentei, o mecânico tem que conhecer como funciona o sistema, medições, grandezas, etc para observar o funcionamento do motor. Ainda existem os defeitos de origem mecânica mas como as atenções estão voltadas pra a eletrônica, todo mundo passa batido. Neste caso é que não existe equipamento no mundo capaz de detectar este tipo de falha.

Um Laboratório completo:

- Maquina Análise e Limpeza de Injetores

- Scanner – Mono marca ou Multimarca

- Reprogramadores Mistura

- Analisador de Mistura

- Equalizador Digital

- Simulador de Sensores / Injetores

 

Onde encontrar treinamento, material didático e equipamentos.

 

Powerchip – Kit Treinamento (Manual + DVD) –. Teoria no Manual e prática no DVD. Aborda Motos de todas as marcas e modelos de Injeção.  Tel. – 61- 3465-2008 - Equipamentos e Consultoria completa.

 

Texto

Breno Assumpção é Dir. Técnico da Powerchip.

 

 

Breno Assumpção

Diretor Técnico

Dicas Técnicas